
- Aubade
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Nascer do sol
um
rosto
&
olhos
de
floresta
O
amarelo
ruge
à
f l o r i d a b r a n ca
(pontos)
no
caos
& tic
tac
te
tem
po
A ver
à
vista
continua
ele
em
susto
um
tango
(sólido)
continua
ela
inteira
nua
um
samba
Milagre
d'um
samba
zum
zum
&
quase
(é...)
Só
Sorria
à
sorte
imensa
Dançe
em nós
nós &
múl
ti
pla
Quando
dorme
ô
terra
.
.
.
Sua.
Deite
&
adormeça
no
seu
colo
berço
Encontre
todo
um
universo
brigadeiro
De manhãzinha
o
algodão
voa
doce
é a
voz
Ora
pois
seu
nome
& hora
agrada
a céu
aberto
Eco!
um
segundo
Eco!
Amor-
Amor
Amanheça
a vida
ali
(aqui) ?
sorrindo
e diga
assim:
- E
quando?
- A -li -ne
A- ne
(...)
Encanta.
André-André
(Pausa)
Busque o berço-átomoAndré-André
André-André
Ou falece?
André-André
Agora estão sobrevoando o órgão
Zumbidos incessantes já não bastam?
Ainda querem pousar aqui e se reproduzir
O endereço é: Rua Encéfalo 15, bloco cinza
Nesse local há uma nova discoteca. De moscas
Dançando sem parar, luzes piscam, olhos acendem
E até mesmo uma pessoa extraordinariamente calma
não consegue, com freqüência, a sucessão de quadros nítidos
a seqüência de pensamentos objetivos, claros, coesos, precisos
organizar-se, programar-se, prever-se e sendo sempre precavido
a qualquer hora antevê-los, mantê-los, contê-los ou retê-los
Na consciência o pêndulo soa e os insetos invisíveis voam
Neurônio em jarro d'água seria fácil, adequado
Mas a mente é insustentável como carta sem selo
Assim sendo um caça-níqueis escapa-me a sorte
Roleta girando: cardume flutuante, mosca-elefante
André-André